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sábado, 10 de maio de 2014

Se sei, não sei!

















De mim só sei o que sou!
Só sei o que sinto.
Só sei o que erro,
O que aprendo. O que perco!
De mim, sei o que vivo,
O que busco,
O que deixo no caminho.
Sei das dores, das alegrias, da solidão...
Do encontro!
De mim, sei o que não posso...
Sei o que sonho,
O que realizo
E o que me perco!

De mim, sei a saudade, a esperança e o desamor.
Pois vida é ser...
É ter
É crer
É ler
É ver
É conhecer.
É aprender e é também perder!
De mim, só sei o que já não sou!

Célia Ramos

quinta-feira, 13 de março de 2014

Dualidade



 













E há aqueles dias em que você não é fogo, nem é água. É simplesmente brisa.

E outros dias, você não é terremoto nem vulcão. É eterna tempestade!

Não é partida nem chegada, mas é permanência!

Não é forte nem é fraco, mas é inércia!

Não é passado nem presente...é atemporal!

Não é carne nem é peixe, mas é sem sal!

Não é dia, não é noite, é só brilho! Ofusca!

Não é gelo nem chamas, mas queima!

Não é ódio nem amor. É apenas coração!

E tem dias em que você é só silêncio, gritando alto!



Célia Ramos




domingo, 5 de janeiro de 2014

QUASE



Se já o havia esquecido, era estranho como tudo o que estava relacionado a ele pudesse feri-la com tanta força. As palavras que ele proferia para se referir a ela, machucavam como ferro em brasa, pois a sinceridade daquelas palavras, não eram mais o que gostaria de ouvir. E ele, talvez soubesse do poder que tinha sobre seus sentimentos, pois caprichava em falar coisas que lhe tiravam a alegria.
Não era mais uma menina. Era uma mulher com sonhos adolescentes. Porque ainda esperava pelo príncipe no cavalo branco, mesmo sabendo que os sapos são muito mais gentis?
Durante toda a sua vida se contentou com a calmaria que aquele suposto amor lhe trazia. E quando o amor deixou de existir foi justamente na hora em que percebeu que nada lhe satisfazia e que lá fora, havia um mundo tão maior lhe esperando! Porém, estava presa num relacionamento seguro e sem emoção, mas talvez fosse aquele o verdadeiro amor e não sentimentos que pudessem magoá-la com frequência!     
Sentia vontade de mudar, mas achava o seu mundo tão seguro! Submetia-se a toda e qualquer migalha de carinho que lhe era oferecida, embora não acreditasse de fato nos gestos de quem lhe demonstrasse afeto. O afeto que esperava com todo ardor era o dele, no entanto, não mais o recebia, pois há muito ele a havia deixado. Foi embora e com ele levou todas as promessas de “pra sempre” que um dia ofereceu para iludir seu coração. Mas seu coração também estava habituado a quase nada e mesmo doendo, se conformava com isso.
E ela quase era feliz todo dia. Quase se amava mais. Quase aceitava outros amores que lhes eram oferecidos. Quase deixava aquela vida mais ou menos para viver intensamente e quase, quase o esquecia para sempre.


Célia Ramos

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

O vento

Que o vento me leve
Leve, suave, sereno.
Me leve nos sonhos,
Me faça voar!
E como pólen de flor
Me faça pousar, fecundar, germinar...
E num sopro maior
Me torne a levar
Pelo céu, pelo Sol, pelo mar
Deixando pedaços de mim aqui, ali, além...
 Me faça inesquecível para alguém
Me deixe sonhar!
Que o vento me leve e me traga
Me espalhe e me junte
Me prenda e liberte
E sempre alternando,
Me faça amar!


Célia Ramos

terça-feira, 22 de outubro de 2013

A GEOMETRIA DO AMOR





O amor é um CÍRCULO vicioso
Que às vezes, se torna TRIÂNGULO amoroso...

É uma RETA infinita
Que busca um PONTO de partida
E segue LINHAS PARALELAS que se tornam PERPENDICULARES.
E o destino as torna CURVAS,
Abrindo-as na composição de sua simplicidade!
Outras vezes, o círculo se faz QUADRADO
Ora PLANO, ora ENCUBADO...
Torna tudo arredondado!
Vira ESFERA, PRISMA, CONE...
É complexo. É disforme!
O amor é uma PIRÂMIDE que se faz VERTICAL no horizonte.
E mesmo não o entendendo,
A gente traça seus traços...
E busca no abraço, os laços,
O ÂNGULO do encontro...
E nesta GEOMETRIA imperfeita,
Tudo volta ao mesmo PONTO!



Célia Ramos



sábado, 27 de julho de 2013

ENCONTROS E PARTIDAS



E se eu não voltar, não chores! Já deixei muito de mim nos caminhos que trilhamos. Basta olhar para trás e ver nossas pegadas. Algumas se apagaram com o sopro do tempo. Outras, porém, fixaram-se nas pedras que removemos com a nossa passagem.
Brilhei. Me exibi. Me impus! Você me absorveu, me quis, me guardou.
Trouxemos um ao outro encravados em nossas almas. E a nossa vivência ficou escrita na vida, embora tenhamos caminhado na ausência de corpos. Isso não impediu o encontro de nossas almas, as quais se tornaram uníssonas, siamesas, entrelaçadas!
O tempo, vilão das histórias de amor, levou-nos por caminhos diferentes. E o que restou?
Restou você em mim e eu em você! Separados pela vida, unidos pelas lembranças!
Te chamei! Você não ouviu. Te deixei ir.
Ao me perceber longe, você quis voltar! ...Muito tarde! Eu já havia partido!
... E se eu não voltar, não chores. É só refazer nossos passos e me encontrar nos sonhos. Lá, o tempo nunca passou e nós, continuamos olhando rumo ao futuro!


Célia Ramos

quinta-feira, 20 de junho de 2013

O COMPLEXO UNIVERSO FEMININO




Mulheres são seres incrivelmente estranhos. Elas são capazes de perceber o que se passa com uma outra mulher, mas não compreendem os próprios sentimentos.   
O que as faz felizes são pequenos gestos como atenção, gentilezas, elogios e carinho. Não achem que outra coisa possa fazê-las sentir no Céu. Algumas até podem se embevecer com mimos ou bens materiais! No entanto, estas são pessoas vazias!        
As mulheres mais sensíveis e as mais verdadeiras só se sentem completas através do amor. O que diz se uma mulher é realmente feliz, não é a estabilidade de seus relacionamentos. A solidez de suas vidas conjugais pode fazer feliz aos filhos e cônjuge, mas nem sempre à própria. No entanto, algumas mulheres buscam manter seus compromissos, são leais aos parceiros, embora não sejam a si mesmas, pois preferem se magoar à magoar aos que amam!
Finalmente, a alma feminina sempre foi e será um mistério! E o que encanta é o fato de se querer descobrir este enigma. Vã tentativa! Se fosse fácil assim, os leitores estariam agora lendo a exposição deste segredo. Podem até continuar tentando e talvez descubram as nuances da alma feminina, porém, jamais chegarão ao âmago desse ser instigante! As próprias mulheres tem dificuldade em entender a si mesmas!
Palavra de mulher!



Célia Ramos