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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Cores da vida




Com tintas e traços
Rabisco abraços,
Saudades, poesia...
Amor, alegria
Sonho e paixão!
Palavras singelas,
Serenas e belas saem do coração!
A alegria me invade
O coração quer gritar...
Dizem que poeta só sofre, só sente!
Mas sente com a alma,
Com a vida, com a mente!
Poeta faz versos em cima da dor,
Da raiva, do amor,
Da paixão, da emoção!...
As cores da vida se misturam no tom,
Descobrem nuances,
Fazem alarde, gritam e se calam...
Espalham verdades, silenciam...
Depende do momento, do tempo, da pessoa
Que se quer agradar!
Ah! Ser poeta
É só sentimento que eu,
Mero mortal, ainda quero experimentar!...

Célia Ramos

sábado, 6 de outubro de 2012

Quem?


Quem é que não gosta,
Quem é que não quer?

Um bom cafuné;
Um bicho de pé;
Um gostoso café;
Brigadeiro na colher;
Cura pra chulé;
Perfume de mulher?

Quem é que não gosta,
Quem é que não viu?

Uma flor quando abriu;
Criança que sorriu;
Azul, cor de anil;
Brincadeira infantil;
Pessoa gentil?

Quem é que não gosta,
Quem nunca chorou?

Com filme de amor;

História de terror;
Bronca de avô;
Quando sente dor;
Com sonho assustador;
Quando o namoro acabou?


Quem é que não quer?
Quem não vai gostar?

Do cheiro  do mar;
Ver o dia raiar;
De um raio solar;
De ver a noite chegar;
De uma estrela a brilhar;
De um beijo ao luar?

Célia Ramos

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Além do bem e do mal!





Que a vida me leve
No cavalo do tempo
Veloz como o vento
Serena como o mar.
Que em seu galope
Sem pausa nem trégua
Mostre-me os recônditos ocultos da Terra
Entre a paz e a guerra
Entre Sol e luar.
Que do ódio e do amor,
Revele-me segredos
Que eu não sinta dor,
Nem raiva, nem medo
Por todo Universo, me faça voar.

Cavalgue por mistérios nunca penetrados
Faça-me enxergar além do que vejo
Realize sonhos nunca revelados
Com mão suave, aponte meus erros  
E mesmo sem saber, me faça acertar.
Que do paraíso me faça senhora
E sem contar as horas
Deixe-me acordar.
E ao florescer e romper da aurora
Traga-me de volta
Pra recomeçar.


Célia Ramos

domingo, 19 de agosto de 2012

Por que somos covardes?




Muitos de nós, ao nos depararmos com situações que fogem ao controle, escolhemos o caminho mais fácil: fugir!      
Uns tentam fugir de um trabalho quando este se apresenta difícil; outros fogem de brigas e outros ainda, fogem do AMOR.   
Aos que fogem do trabalho, damos o nome de preguiçoso; 
Aos que fogem de brigas, damos o nome de sensato. 
E aos que fogem do amor? Que nome poderemos dar?        
Fugir do amor é quando você sente que ama alguém, mas não tem coragem de enfrentar a situação ou se sente inseguro diante do ser amado. Ou ainda, quando você tem certeza do que sente, porém, simplesmente escolhe fingir que não é com você que aquela situação acontece! Sabe que também é amado, mas prefere ignorar por medo de se entregar, de ser feliz, de correr riscos! Porque o amor envolve riscos! Risco de sentir dor, de chorar, de ser menosprezado. Mas, o maior risco que se corre, é o de ser extremamente FELIZ!    
A única palavra que serve para descrever as pessoas que fogem da felicidade é “Covarde”!
Sabemos que ninguém é feliz em tempo integral! A felicidade nada mais é que um estado de espírito! Portanto, como sabermos o que vai acontecer ou não se não tentarmos?
A vida é feita de riscos, de momentos bons e ruins, que são essenciais para o nosso crescimento enquanto indivíduos. E como diz a canção: “É melhor não resistir e se entregar!”

Célia Ramos

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Clarinha, Clarinha!



 A minha Clara é morena
Maria Clara, menina
Minha Maria pequena.
Jeitinho de bailarina,
Sorriso fácil! Serena!

A minha Clara sapeca
Doce, meiga, inteligente.
Minha pequena boneca
Nos olhos, amor somente!
Porém, levada da breca!

Como todas as crianças
Pula, corre, faz barulho,
Traz nos olhos esperança!
Enche a todos nós de orgulho,
Brinca, grita, faz lambança!

Carinho incondicional!
Entrega-se com o coração,
É mais que especial
Seu carinho e atenção...
Amor assim, não tem igual!

Célia Ramos

quarta-feira, 18 de julho de 2012

CHEGADA







Pode entrar, fique à vontade
Desmonte sua bagagem,
Conte-me de suas andanças,
Seus temores e esperanças.

Se vista com minha amizade,
Descarregue sua saudade,
Fale dos seus sentimentos.
Aproveite-se do momento!

Diga o que lhe vai à alma!
Despeje em mim sua calma,
Revele-me seus segredos.
Desapegue-se de seus medos!

Faça de mim seu abrigo
E conte sempre comigo...
Espelhe-se em meu olhar,
Comece a desabafar...

Esconda-se no meu abraço
Deixe sair o cansaço,
Deixe sua lágrima cair.
E quando quiser voltar, nem precisa perguntar,
Pode vir que estou aqui!

Célia Ramos

sábado, 30 de junho de 2012

E AGORA?





        E AGORA ESTOU AQUI SOZINHO COM A MINHA DOR! ANTES DE VOCÊ, NÃO DOÍA! EU NEM SENTIA NADA! A VIDA ERA UM MAR DE CALMARIAS! ENTÃO VC CHEGOU, BAGUNÇOU MEUS SENTIMENTOS, ME CONFUNDIU INTEIRO E FOI EMBORA PARA UM OUTRO AMOR...DESTRUIU MEU CORAÇÃO! 
      AGORA QUE VOCÊ JÁ SE FOI, TUDO FICOU SEM GRAÇA E ESTRANHO! NEM SEI MAIS QUEM SOU!











CÉLIA RAMOS