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domingo, 4 de setembro de 2011

É preciso morrer para viver!



Tem dias que morro de dor, de alegria, de tristeza, de fome, de sede, de raiva, de felicidade, de tédio, de calor, de frio, de rir, de saudades...morro de tudo um pouco. Agradeço a Deus pelas minhas mais de mil vidas, pois sem elas não poderia morrer de tantas emoções e viver mais e mais!
 (Célia'Ramos)

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Eu X eu mesma



Estou aqui olhando o editor em branco e tentando agrupar pensamentos que possam expressar meus sentimentos. Estes, que não interessam a ninguém, mas que devem sair de dentro de mim, para que eu não exploda de tanta dor!
Esta sensação de vazio, de nada, de ninguém, de coisa alguma com a qual estou convivendo, é a pior coisa que alguém pode sentir. Na adolescência, não me lembro de ter sentido algo igual, mas lembro que tudo passava tão rápido e cada coisa nova, servia para distrair e atrair novos interesses. Hoje, com a maturidade, as coisas não são tão simples.        
Tudo tem uma proporção enorme e os sentimentos são tão intensos, que chego a acreditar que estou doente ou com algum distúrbio mental. Não adianta tentar entender o que falo porque nem eu entendo. Apenas sinto necessidade de me expressar, de falar e, não tendo com quem, falo comigo mesma. Aliás, ultimamente tenho andado tão comigo mesma que até já chego a sentir saudades de outras pessoas, do mundo! Mas, neste meu mundinho particular em que me encontro, é tão mais confortável, embora doloroso!
Enfim, acredito que para que eu possa me libertar do cárcere da minha própria emoção, eu deva ter muita força de vontade, mas essa, ainda não me acompanha! Estou só e, sozinha, é que devo ter forças para lutar comigo mesma e sair vencedora!
Vamos à batalha, então...Eu x eu mesma!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

EM QUE ESPELHO DO TEMPO SE PERDEU A MINHA INFÂNCIA?


Tempo de Magia


E de todas as lembranças que permeiam minha mente, as que mais trazem saudades são os tempos da minha infância, pois foi um período lúdico, povoado pela imaginação e pela criatividade.
Nada de brinquedos caros e sofisticados, mas muita brincadeira de roda, tica, amarelinha e contação de histórias. Nada de televisão, computadores, vídeos games nem outros eletrônicos quaisquer, porém bastante revista em quadrinhos, livros e desenhos.
As noites de lua eram mágicas, já que energia elétrica não existia durante boa parte de minha meninice. Portanto, em noites enluaradas, quando os vizinhos mais próximos se visitavam para por a conversa em dia, as crianças aproveitavam para atualizar as brincadeiras. Muitas vezes, um adulto desenvolvia uma roda de conversas e contava histórias de “trancoso”. As preferidas eram as de terror.
Quem precisava de aparelho de DVD ou TV para estimular a adrenalina?
Tudo era mágico, pois só era preciso soltar a imaginação para entrar em um mundo paralelo recheado de cores, cheiros e sabores.
Neste mundo de faz-de-conta, me deparava com discos voadores, lobisomem, príncipes encantados - que só mais tarde descobri que não existem -, princesas e muito mais.
Dormia cedo a acordava mais cedo ainda. Na fazenda, o ar puríssimo me instigava a correr descalço pelos campos, sentindo a grama furando os pés. Não havia preocupação naquela vida simples e feliz. Os momentos ruins passavam despercebidos diante da inocência infantil.
Não sei em que espelho do tempo ficou perdido esse passado. Entretanto, vez ou outra, ele reflete nos dias atuais mostrando o quanto a vida mudou. O quanto é chato ser adulto e ter tantos conflitos a resolver.
De repente, olho para as crianças de hoje e não as vejo tão livres. A maioria está presa a um mundo eletrônico viciante e nunca vai saber o quanto é bom voar pelo imaginário. Hoje, é tudo muito precoce e o encanto da infância não me parece tão convidativo quanto no tempo em que eu fazia parte dela.
Naquela época, eu tinha pressa de crescer e agora, gostaria que o tempo voltasse, mas na impossibilidade disso acontecer, que pelo menos demore a passar para que eu possa acompanhar a vez da minha filha de forma lânguida e preguiçosa.
Não é chavão quando se diz que a felicidade está na simplicidade da vida!

terça-feira, 28 de junho de 2011

O Segredo é saber regar!




No início, de uma sementinha, surgiu um brotinho muito frágil em sua pequenez. Quem o via, dizia que não iria vingar, pois tinha necessidades especiais a serem superadas. Mas, apesar dos tropeços, começou a criar forças e foi crescendo. Quando tinha um ano, deu seu primeiro fruto.
Aquela planta, ainda jovem, precisou ser forte para que seu frutinho pudesse crescer saudável até o momento em que pudesse ser colhido.
A planta crescia cada vez mais feliz, regada com amor e dedicação, mesmo que de vez em quando, surgissem ao seu redor, algumas pequenas pragas, que logo morriam devido ao vigor que emanava da vida e do verde daquelas folhas.
Muitas outras árvores sentiam inveja da robustez da plantinha. Porém, ela mantinha-se firme, cercada de amor e sob o olhar maldoso de algumas ervas daninha.
Anos depois, deu mais um fruto. Seus frutos, aliás, eram raros, pois eram gerados com muito amor e só davam em épocas especiais.
Passados os anos, uma praga, fungo ou sei lá o que, se infiltrou sorrateiramente no caule da planta e dessa vez, mesmo tentando se manter firme, a mesma começou a definhar.
Este fungo abriu as portas para que seus companheiros entrassem. Fungos como a desconfiança, o ciúme, o desentendimento, o desinteresse, e indiferença, entre outros, se alojaram no coração da plantinha e assim, ela começou a morrer. No entanto, ainda permanecia forte, embora houvesse dias em que realmente achasse que era chegado o seu fim, já que todas as suas defesas eram atacadas sem trégua.
Fraca, ela se deixava levar por outras plantas que queriam vê-la morta, mas que ela acreditava que queriam ajudá-la, pois precisava de alguém que a ouvisse, que a regasse, que a alimentasse de esperanças. Em meio a tantos bombardeios, a plantinha tinha lampejos de lucidez e tentava se reerguer a todo custo. Mas sozinha, não suportaria por muito tempo...
Precisava urgentemente de um super fertilizante, já que suas forças estavam se esgotando e já lhe vinha à vontade se deixar vencer, pois via suas folhas todas cinza e algumas caíam com a menor brisa. Contudo, era uma plantinha guerreira e lutaria enquanto houvesse forças, mesmo que para isso precisasse usar todas as suas energias.
E, na luta diária, já via brotar em alguns dos seus galhos, pequenas folhinhas verdes, se destacando em meio à imensidão cinza. Ela sabia que daquelas pequenas folhas, viria a esperança que tanto precisava para derrotar todos os males que a cercava. E assim, ficou mais tranqüila, porém, sabia que se aqueles novos brotinhos não fossem regados, estaria perdida! Pois, todas as formas de vida e de relacionamentos precisam de apoio, carinho e dedicação para se manterem, caso contrário, morrem e levam junto os que estão consigo!

terça-feira, 14 de junho de 2011

A Lua e Eu


A Lua e eu somos parceiras,
Faces da mesma moeda.
Ela, astro imponente;
Eu, invejando sua imponência.
Ela, encantando com seu brilho;
Eu, encantada por sua luz.
Ela, admirada por muitos;
Eu, admirando-a, sonhadora!
Ela, inspirando os poetas;
Eu, buscando inspiração.
Ela, banhando o mar;
Eu, aos pés de sua imensidão.
Ela, farol dos navegantes;
Eu, navegando em sua paz.
Ela, rainha da noite;
Eu, súdita do seu brilho.
Ela, Lua que enfeitiça;
Eu, pessoa que se encanta!
Ela no céu;
Eu, na Terra.
Ambas com fases que se alternam...
Minguante, crescente,
Cheia e nova.
Sempre nova!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

PARADOXO


Imagem extraída do Google


O que nos faz forte

É incrível como nós, seres humanos, necessitamos tanto de carinho e afeto, mesmo que em pequenas doses, para nos sentirmos bem. Não nos damos conta do quanto precisamos até nos encontrarmos sozinhos, sem atenção alguma.       
No momento em que todas as pessoas que julgamos importantes nos deixam de lado, sentimos o real peso da necessidade que temos do olhar delas em nossa direção. Parece, inclusive, que somos únicos na Galáxia e que mesmo rodeados de gente, não somos vistos, nem queridos ou amados.
Este sentimento de solidão é o pior de todos porque a nós, só interessa a atenção da pessoa que amamos, embora, muitas outras estejam dispostas a nos amparar.
Quão frágeis somos! Só nos fazemos fortes através daqueles que nos enfraquecem. E são justamente estes que somem de nossas vidas e nos deixam a mercê da autopiedade!

sábado, 7 de maio de 2011

SER MÃE

SER MÃE

Quando em seu ventre uma vida se anuncia,
Todas as sensações ficam mais intensas.
Os sentimentos afloram e as emoções triplicam.
Ela chora e ri ao mesmo tempo;
Ela ama sua barriga
E vai ao extremo entre
Sentir-se feia e linda
Ao ver seu corpo mudar!
Cada chute em seu ventre
Provoca uma onda de carinho
Que se propaga pelo Universo.
Não há nada
Que ela deseje mais
Que ver o rosto daquela criança
Tão esperada!
E quando chega a hora tão sonhada,
Não segura as lágrimas
Nem o sorriso,
Ao ver aquela face tão amada!
É o seu filho!
Agora, ela é mãe.
E este, é só o início de uma vida inteira
De alegrias,
Preocupações,
Orgulho
E amor. Muito amor!


Célia Ramos