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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

RASCUNHOS

RASCUNHOS
foto feita por Alex Bruno

E nos dias em que estou sem inspiração, vasculho no fundo da minha mente algo que valha a pena descrever e que possa agradar a quem leia! Nada encontro, logicamente, porém, sei que a escrita é algo que brota à medida que se escreve.    
É assim que surgem meus textos. Alguns interessantes; outros sem atrativo algum, mas ambos, pura exposição do meu eu. Busco coisas, pensamentos, sentimentos, entre outros para poder colocar no papel algo que faça sentido. No entanto, o que mais me inspira são as dores da alma! Estas, quando se fazem presentes, transbordam de tal forma que me fazem exprimir o que me dói até além do inconsciente.
Quando estou me sentindo assim, como agora, sem nada, sem emoções de alegria, tristeza ou dor, não consigo dizer exatamente nada. Fico inerte. Preciso de emoções fortes para viver, embora, me sinta bem estando em paz!
Realmente tem dias que nada me atinge. Sou um ser muito complexo. O mundo desaba sobre mim e sinto com se não fizesse parte daquele ambiente ao meu redor. É como se eu não estivesse ali. Têm outros dias em que basta um olhar, um gesto qualquer para que me sinta agredida ou até mesmo, amada!
Sorrio comigo mesma à medida que dou vida aos meus pensamentos porque me sinto boba diante do que acabei de expor. É como se eu estivesse falando de outra pessoa, mas alguém a quem eu conheço muito bem e ao mesmo tempo, não conheço nada!
Enfim, para quem não tinha nada pra falar, até que escrevi bastante. “Típico das mulheres,” claro! Mas, o mais importante disso tudo é que consegui expor uma parte nova de mim. Algo desconhecido até então. Percebi que diante do marasmo também há criatividade e vice-versa! Entretanto, a vida não é um rascunho como este que estou fazendo agora, ela simplesmente pulsa e sei que mesmo inerte, estou vivendo.
Essa inércia, na qual me encontro, é apenas o momento em que minha alma se prepara para enfrentar mais uma das grandes batalhas que costumo enfrentar desde o dia em que fui gerada... Pressinto algo no ar!
                                                     
Haja emoções!


Célia Ramos

                QUISERA SER FRIA COMO O GELO E DURA COMO A PEDRA,  MAS SOU COMO A ÁGUA: TUDO ME TRANSPASSA; E SOU COMO O FOGO, QUE SE INFLAMA À MENOR BRISA!




CÉLIA RAMOS

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Seria fácil se não fosse difícil!

Seria fácil se não fosse difícil!

É mais fácil pensar no que não foi do que no que é real ou no que ainda poderá ser!
É tão mais fácil culpar alguém pela nossa incompetência!
É muito mais fácil se magoar do que se sentir amado;
É ainda mais fácil odiar que amar;
É fácil, tão fácil ter sentimentos negativos, mesmo que as pessoas nos mostrem positividade;
É fácil demais sentir-se coitadinho, ficar deprimido, chorar, gritar com alguém
Ao invés de sentir-se forte como realmente se é, alegrar-se pela vida e pelas coisas boas que acontecem na maioria das vezes, sorrir pra um desconhecido, amar o próximo e sentir-se vivo!
É facílimo se anular em favor de outros para depois cobrar por isso, quando na verdade a doação deveria ser espontânea , sem opressão ou culpa!
É fácil falar ao invés de agir, de calar, de parar, de pensar, de acreditar...
É tão fácil ser feliz, mas prefere-se o sofrimento!
É muito, muito fácil tornar as coisas simples, mas escolhe-se complicá-las só para que se possa começar tudo de novo e novamente como vítima!

É fácil, mas torna-se impossível viver de forma simples e descontraída, pois o difícil nos atrai mais que o fácil...As conquistas tornam-se mais satisfatórias de acordo com o seu grau de dificuldade!
Finalmente, é extremamente fácil refletir sobre estas palavras e atribuí-las a alguém que se conhece que a si próprio! Fácil, não?


Célia Ramos

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O PRIMEIRO AMOR A GENTE NUNCA ESQUECE!


O primeiro amor

Lembro exatamente quando aconteceu a primeira experiência mais marcante da minha vida. Eu tinha oito anos e fazia a primeira série do ensino fundamental l (antigo primário). Foi quando vi aquele menino de cabelos cor de mel, caindo-lhe sobre a testa, muito lisinho! Ele era popular na escola, enquanto que eu era tão insignificante! Apaixonei-me assim que o vi. Era um amor platônico, pois ele nunca notara a minha presença, salvo um dia em que sentamos na mesma mesa e ele pediu-me a borracha emprestado! Aquele dia foi muito importante pra mim, pois lembro até hoje do modo como me senti ao chegar atrasada à sala de aula e só ter restado um lugar, exatamente junto ao menino que eu amava tanto! Não sei por que naquele dia, o destino providenciou aquele fato, acho que é porque teve peninha de mim, do tanto que eu sonhava com o dia em que ele falaria comigo!        
Meu coraçãozinho de criança não parava de bater acelerado, e eu não ousava olhar para o menino sentado ao meu lado, pois temia que fosse um sonho e eu pudesse acordar de repente! Mas era real, e eu não acordei... Ele estava ali e, como sempre, muito expansivo, falando com os colegas.          Num instante que me pareceu mágico, ele virou para mim e pediu-me a borracha, que o entreguei prontamente!
A todo instante ele recebia bilhetinhos de amor das meninas da outra sala. Aquilo me doía com tal intensidade, que achava que fosse me rasgar por dentro! Mas sempre calada, eu o amava em silêncio. Só eu e os meus sonhos sabíamos daquele sentimento que assim como chegou, também se foi, de maneira inesperada, mas devastadora.
Hoje eu não consigo lembrar os traços do seu rosto, mas lembro o seu biotipo e também a cor laranja da sua camisa preferida, a qual ele usava quase todos os dias para ir à escola! Lembro também a sua música predileta, a qual ele cantarolava a todo instante e que sempre que eu a ouvia lembrava do seu sorriso amplo.
Foram dias ensolarados na minha infância longínqua, mas tão presentes ainda como foram na época. Quem disse que criança não sabe amar? Tanto sabem quanto o fazem, embora de forma inocente e poética! Ali, onde a imaginação é a eterna companheira e onde os desenhos simbolizam e expressam os sentimentos, os quais ficam eternizados na memória.
E hoje, quando ouço Roberto Carlos cantando “Meus amores da televisão”, volto imediatamente àquele tempo de menina de oito anos, quando a magia do primeiro amor aconteceu e ainda permanece nas lembranças, sem dores nem amores, mas com saudades do tempo em que tudo parecia tão simples e encantado, e o amor era uma simples brincadeira de criança, sem as complicações que o envolvem!

Célia Ramos

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

HOJE



HOJE
Só por hoje eu não consigo ver poesia
Nas cores, nas palavras, nas pessoas, nos amores;
Só por hoje, não consigo me sentir
Amada, querida, desejada, com pudores!
Só por hoje não me sinto feliz,
Especial ou importante para alguém...
Só hoje, gostaria de dividir minhas responsabilidades com qualquer pessoa,
Falar tudo sobre mim sem medo de ser descoberta;
Ficar exposta!
Só hoje, gostaria de gritar tão alto a ponto de ser ouvida no outro lado do mundo
E não ser questionada!
Só hoje não me interessa a Lua, o Sol ou as Estrelas...
Só por hoje, palavras não me iludem, consolam ou magoam!
Só hoje, me liberto de mim mesma e viajo nos recônditos do meu inconsciente,
Desnudando a minha alma...
Só hoje não dou importância às pessoas;
Sinto-me única e exclusiva na Galáxia. Inerte!
Só hoje, me viro do avesso, desvendo todos os meus segredos e os revelo ao mundo!
Mas isto é só um sonho
Onde o ontem e o amanhã não pertencem ao HOJE!

Célia Ramos





sábado, 1 de janeiro de 2011

E O QUE VEM DEPOIS DO REVEILLON?

E O QUE VEM DEPOIS DO REVEILLON?

Passagem de ano. Todos se cumprimentam desejando votos de felicidades. Alguns desses votos nem são sinceros, fazem apenas parte da boa educação ou hipocrisia de algumas pessoas, que nem sequer sabem o seu nome ou o que você é de verdade! 
Analisamos as mensagens, principalmente aquelas que vêm em grupo. Grupo esse que, não sei por que estamos inclusos! Pensamos em não responder, mas a educação pede que retribuamos, pois votos de felicidade são sempre bem-vindos! Na verdade, por dentro estamos em pedaços e não queremos sorrir nem retribuir voto algum...          
Sempre achamos que com a passagem do ano, todos os problemas vão sumir e num passe de mágica, iremos ganhar uma vida nova, começando do zero... Nenhum aborrecimento, nada!!! Mas não acontece assim... Não ocorre mudança alguma! Tudo permanece como sempre foi e os problemas, aqueles que esperamos o ano todo para resolvê-los no Reveillon, ainda estão ali! Não se foram com a passagem do ano, assim como as alegrias que vivenciamos também permanecem!
Fazemos uma viagem pelos acontecimentos que marcaram nossa vida e percebemos que até vieram algumas coisas boas, mas as ruins predominaram... E, geralmente, acreditamos com mais facilidade nas ruins, embora ninguém queira pensar negativo! É assim que acontece com todo mundo e não tem como acreditar quando alguém diz “devemos pensar positivo e agradecer pelo que temos”, mesmo sabendo que esta frase é a certa a se pensar! Sempre a falamos para as outras pessoas, mas agir assim é muito difícil, já que falar é tão mais fácil, e tentar resolver a vida alheia é sempre o melhor a se fazer!!!
Finalmente, embora a felicidade seja um estado de espírito, ficamos sempre esperando que a mesma seja permanente em nossa vida e, como isso não acontece, nos tornamos pessoas frustradas e às vezes, até dignas da pena alheia! E, pena é um sentimento que ninguém quer atrair para si, embora algumas vezes, sintamos por nós mesmos, mesmo que só por uma fração de segundos. No entanto, não admitimos que ninguém expresse este sentimento com relação à nossa pessoa, já que queremos receber das pessoas que nos cercam outros tipos de sentimentos, tais como atenção, RESPEITO e ADMIRAÇÃO!


            

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

MEDO



Temos tanto medo!

Medo de sonhar
De cair
De errar
De seguir
De se expressar...
Medo de viver
De realizar
De aparecer
De se machucar
De morrer...
Medo de amar
De sofrer
De chorar
De sorrir
De se libertar...
Medo de altura
De voar
De pular
De se jogar
De reclamar...
Medo de querer
De não conseguir
De se arrepender
De se retrair
De crescer! ...

Medo de ter medo
Medo de arriscar
Medo de ser feliz, de desejar...
Medo de MUDAR!

Qual o segredo para não sentir medo?

Célia Ramos