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terça-feira, 9 de novembro de 2010

E quando a noite cai



Aqui, no escuro do quarto e no silêncio da noite, ouço murmúrios múltiplos que estão além do meu alcance.


Ouço o som do vento nas folhas das árvores;


Ouço música ao longe;


O canto da coruja;


O barulho distante de um carro, trazendo alguém que deseja repousar.


Ouço as batidas do meu coração e os meus próprios pensamentos.


É tarde já... O sono não vem e minha mente explode como fogos de artifícios em imagens do dia que se foi!


Clarões se expandem numa retrospectiva dos momentos marcantes. Alguns frustrantes.


Ouço a respiração da pessoa ao lado, que descansa profundamente.


Faço planos para o amanhã. Planos de fazer tudo diferente, de não repetir os erros... Planos que eu sei que não serão totalmente cumpridos.


E, aos poucos, minha mente mistura a realidade com os sonhos fantásticos e sinto que estou adormecendo.


De um sobressalto, volto à realidade. Torno a rever os slides da minha vida. Busco fatos remotos... O que poderia ter sido e não foi... O que foi e não deveria ter sido!


Novamente meus olhos pesam e entro num turbilhão de imagens desconexas, sobre as quais não tenho controle algum. Finalmente, fujo de mim rumo ao inconsciente... Adormeço! ...Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz










Por Célia Ramos